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	<title>Os Humanos</title>
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	<description>pensando sobre as ciências humanas</description>
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		<title>Os Humanos</title>
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		<title>Os números de 2011</title>
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		<pubDate>Sun, 01 Jan 2012 04:48:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Yamashita Ricardo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[Os duendes de estatísticas do WordPress.com prepararam um relatório para o ano de 2011 deste blog. Aqui está um resumo: A sala de concertos da Ópera de Sydney tem uma capacidade de 2.700 pessoas. Este blog foi visitado cerca de 26.000 vezes em 2011. Se fosse a sala de concertos, eram precisos 10 concertos egostados [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=oshumanos.wordpress.com&amp;blog=7843744&amp;post=128&amp;subd=oshumanos&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Os duendes de estatísticas do WordPress.com prepararam um relatório para o ano de 2011 deste blog.</p>
<div style="background:url('/wp-content/mu-plugins/annual-reports/img/emailteaser.jpg') no-repeat center center;height:300px;"></div>
<p>Aqui está um resumo:</p>
</p>
<blockquote><p>A sala de concertos da Ópera de Sydney tem uma capacidade de 2.700 pessoas. Este blog foi visitado cerca de <strong>26.000</strong> vezes em 2011. Se fosse a sala de concertos, eram precisos 10 concertos egostados para sentar essas pessoas todas.</p></blockquote>
<p><a href="/2011/annual-report/">Clique aqui para ver o relatório completo</a></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/oshumanos.wordpress.com/128/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/oshumanos.wordpress.com/128/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/oshumanos.wordpress.com/128/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/oshumanos.wordpress.com/128/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/oshumanos.wordpress.com/128/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/oshumanos.wordpress.com/128/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/oshumanos.wordpress.com/128/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/oshumanos.wordpress.com/128/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/oshumanos.wordpress.com/128/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/oshumanos.wordpress.com/128/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/oshumanos.wordpress.com/128/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/oshumanos.wordpress.com/128/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/oshumanos.wordpress.com/128/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/oshumanos.wordpress.com/128/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=oshumanos.wordpress.com&amp;blog=7843744&amp;post=128&amp;subd=oshumanos&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Posicionamento político e a prefeita de Natal</title>
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		<comments>http://oshumanos.wordpress.com/2011/06/17/posicionamento-politico-e-a-prefeita-de-natal/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 17 Jun 2011 17:01:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Yamashita Ricardo</dc:creator>
				<category><![CDATA[ciencias humanas]]></category>
		<category><![CDATA[política]]></category>
		<category><![CDATA[ciências sociais]]></category>
		<category><![CDATA[ideologia]]></category>

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		<description><![CDATA[Muito (?) tem se visto sobre a mobilização dos estudantes na Câmara Municipal no ato #foramicarla. A proposta dos estudantes de ocuparem o lugar onde se cria as leis é, sem dúvida nenhuma, soberana. Faz parte da democracia e foi, inclusive, aprovada em Brasília no Supremo Tribunal Federal. A reivindicação sugerida pelos estudantes é a [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=oshumanos.wordpress.com&amp;blog=7843744&amp;post=123&amp;subd=oshumanos&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Muito (?) tem se visto sobre a mobilização dos estudantes na Câmara Municipal no ato #foramicarla. A proposta dos estudantes de ocuparem o lugar onde se cria as leis é, sem dúvida nenhuma, soberana. Faz parte da democracia e foi, inclusive, aprovada em Brasília no Supremo Tribunal Federal. A reivindicação sugerida pelos estudantes é a de que se crie uma comissão especial para analisar as licitações feitas por Micarla na atual gestão. Sem sombra de dúvida, é um ato louvável. Chega de inércia política, vamos dar nossa cara a tapa. A grande dúvida que paira no ar é: esse tipo de movimento é válido somente porque a prefeita é filiada a um partido que faz oposição ao Governo Federal? Será mesmo que se a prefeitura estivesse sob os domínios da senhora Fátima Bezerra, filiada ao PT, esse mesmo ato teria tal manifestação manifestação? Até onde sabemos, a máquina governamental está atropelando tudo, como sempre fez. A questão é que, com uma base extremamente forte, que aprova tudo no Senado, e com uma esquerda desgastada e fraca, o poderio federal se atraca de modo, eu diria até, covarde com relação à oposição. Sabemos que o PT atual agrega uma força descomunal.<br />
Não estou criticando o PT por fazer alianças políticas, afinal, a política envolve exatamente isso, o que não pode ser distorcido é a democracia. Esse ato de protesto contra a prefeita deve ser entendido como uma catapulta a favor da política transparente, a favor do bem-estar comum. Devemos ter em conta que, independente do partido da Micarla &#8211; ficam a todo momento associando ela a imagem da borboleta, símbolo de sua campanha -, existe uma legislação que deve ser cumprida. Seja Micarla, seja quem for, devemos estar atentos e vigilantes aos fatos.<br />
Quando se assume uma posição partidária, você assume sim uma postura ideológica e política. Porém, além dos interesses do partido, devemos entender quais os interesses reais da democracia. e são esses interesses que devem prevalecer. Quero muito acreditar que esse movimento será o primeiro de muitos, a fim de trazermos mais transparência política ao cenário brasileiro, já combalido e sem crédito nesse departamento.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/oshumanos.wordpress.com/123/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/oshumanos.wordpress.com/123/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/oshumanos.wordpress.com/123/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/oshumanos.wordpress.com/123/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/oshumanos.wordpress.com/123/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/oshumanos.wordpress.com/123/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/oshumanos.wordpress.com/123/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/oshumanos.wordpress.com/123/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/oshumanos.wordpress.com/123/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/oshumanos.wordpress.com/123/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/oshumanos.wordpress.com/123/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/oshumanos.wordpress.com/123/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/oshumanos.wordpress.com/123/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/oshumanos.wordpress.com/123/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=oshumanos.wordpress.com&amp;blog=7843744&amp;post=123&amp;subd=oshumanos&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Amanda e a educação: a hora é agora!</title>
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		<pubDate>Mon, 23 May 2011 04:14:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Yamashita Ricardo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>
		<category><![CDATA[educação]]></category>

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		<description><![CDATA[Olá, colegas. Gostaria muito de utilizar este meio de comunicação para me pronunciar a respeito do que vem sendo tratado, com extrema coerência e seriedade, pela nossa colega Amanda Gurgel, assim como eu, licenciada em Português, pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte, e colega de profissão. É impressionante, e acho que isso é [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=oshumanos.wordpress.com&amp;blog=7843744&amp;post=121&amp;subd=oshumanos&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Olá, colegas. Gostaria muito de utilizar este meio de comunicação para me pronunciar a respeito do que vem sendo tratado, com extrema coerência e seriedade, pela nossa colega Amanda Gurgel, assim como eu, licenciada em Português, pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte, e colega de profissão.<br />
É impressionante, e acho que isso é o que mais deve ter impressionado a Amanda, como um discurso de senso comum, pelo menos, aos que vivem no seio da Educação do Brasil, choca a nação. Parece brincadeira, mas a realidade do ensino é falha, desde as primeiras naus que &#8220;encalharam&#8221; em nossa costa há mais de 500 anos!<br />
As palavras de muita coragem de Amanda foram um soco no estômago daqueles políticos que teimavam em fazer vista grossa para o caos do ensino básico &#8211; não digo só o público, visto que o privado está na mesma situação ou pior.<br />
A inadequação com que as escolas &#8220;tocam&#8221; a rotina de ensino é algo absurdo. Vale salientar a falta de condições básicas de sala de aula, como bem lembrou Amanda, e a falta de condições extra sala também. Em sala, não se tem carteiras para os alunos, não se tem uma ventilação adequada, na maioria dos colégios, e fora dela, a situação é calamitosa: vale lembrar minimamente o caso de Realengo, sem falar de vários tantos de violência e tráfico de drogas nas portas das escolas. A questão é: a sociedade não sabia de nada disso? A polícia nunca ouviu falar de nada disso? Os governantes não sabem do que estou falando? Ora, isso é senso comum. É inadmissível querer colocar a culpa em uma categoria que luta ao máximo para poder &#8220;salvar&#8221; os nossos meninos, futuro do Brasil, contra uma máquina travada e sem perspectiva de mudança.<br />
A falta de incentivo começa nos três números apresentados pela Amanda, como sendo o valor de seu contra-cheque. E mais: como alguém com ensino superior e especialização ganha menos que um office boy? Não desmerecendo ninguém, mas, onde fica a tal da qualificação de mão-de-obra?<br />
Quando pensamos em ser educadores, não o fazemos visando o financeiro, isso, nem é preciso eu tentar justificar, né? Fazemos, sim, pensando em um país livre, que torça por todos, que espere um futuro melhor para a nação como um todo!<br />
Não podemos mais ficar aqui, de braços cruzados achando que o ensino por si só vai mudar. É necessário seguirmos os primeiros passos dados pela Amanda. É necessário não só a classe docente se posicionar, mas toda a sociedade. Pais, empresários, políticos, todos, pois todo mundo tem filho nas escolas e todos nós sonhamos com um futuro melhor a eles. Por que não, então, pensarmos em um país mais justo, igualitário e que abrace os seus filhos por igual? Sigamos Amanda. Parabéns, mais uma vez!<span style="text-align:center; display: block;"><a href="http://oshumanos.wordpress.com/2011/05/23/amanda-e-a-educacao-a-hora-e-agora/"><img src="http://img.youtube.com/vi/YvvzG_y1cu8/2.jpg" alt="" /></a></span></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/oshumanos.wordpress.com/121/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/oshumanos.wordpress.com/121/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/oshumanos.wordpress.com/121/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/oshumanos.wordpress.com/121/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/oshumanos.wordpress.com/121/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/oshumanos.wordpress.com/121/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/oshumanos.wordpress.com/121/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/oshumanos.wordpress.com/121/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/oshumanos.wordpress.com/121/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/oshumanos.wordpress.com/121/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/oshumanos.wordpress.com/121/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/oshumanos.wordpress.com/121/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/oshumanos.wordpress.com/121/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/oshumanos.wordpress.com/121/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=oshumanos.wordpress.com&amp;blog=7843744&amp;post=121&amp;subd=oshumanos&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Como escrever um texto descritivo</title>
		<link>http://oshumanos.wordpress.com/2010/11/19/como-escrever-um-texto-descritivo/</link>
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		<pubDate>Fri, 19 Nov 2010 23:46:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Yamashita Ricardo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>
		<category><![CDATA[gênero textual redação português leitura produção de texto linguística linguagem discurso]]></category>

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		<description><![CDATA[Olá, colegas. Hoje pretendemos descomplicar mais um gênero textual: a descrição ou texto descritivo. É importante sabermos, minimamente, alguns ponto importantes sobre o texto descritivo: 1. Fazer com que as situações, pessoas, coisas, sensações etc. sejam reavivadas através de seu discurso. 2. Mesmo que não se esteja vendo a coisa/questão a ser relatada, construir essa [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=oshumanos.wordpress.com&amp;blog=7843744&amp;post=113&amp;subd=oshumanos&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://oshumanos.files.wordpress.com/2010/10/letras-bronze1.jpg"><img src="http://oshumanos.files.wordpress.com/2010/10/letras-bronze1.jpg?w=497" alt="" title="letras bronze"   class="alignleft size-full wp-image-117" /></a> Olá, colegas. Hoje pretendemos descomplicar mais um gênero textual: a descrição ou texto descritivo.<br />
É importante sabermos, minimamente, alguns ponto importantes sobre o texto descritivo:<br />
1. Fazer com que as situações, pessoas, coisas, sensações etc. sejam reavivadas através de seu discurso.<br />
2. Mesmo que não se esteja vendo  a coisa/questão a ser relatada, construir essa vislumbração.<br />
3. Não se preocupar com todas as questões a serem descritas, mas, o que for descrito ser bem desenvolvido, deixando uma imagem que possa ser caracterizada, com os principais pontos.<br />
4. Dependendo do gênero descritivo, expôr sua impressão, sensação, acerca do relato é, deveras importante.<br />
É nesse quadro teórico, no qual elencamos quatro pontos básicos, que podemos dividir o texto descritivo em dois grandes módulos: descrição objetiva e descrição subjetiva.<br />
Na descrição objetiva, o que prevalece é a descrição mais exata possível, que traduza a coisa, fato, objeto etc. de maneira objetiva. Ex: O rapaz tem 32 anos, cabelos pretos, 1,79 m de altura.<br />
Já na descrição subjetiva, o que deve prevalecer é a descrição mais voltada para suas conotações: O rapaz de 32 anos é bem carrancudo, além de possuir um péssimo gosto musical.<br />
Um bom texto descritivo é desenvolvido basicamente sobre essas ideias apresentadas até aqui. É nesse entendimento que a descrição pode, na maioria dos casos, estar dando suporte a um outro gênero textual, além de se compôr como o principal gênero em outros textos, como nesta conhecida letra: &#8220;Era uma casa muito engraçada, não tinha teto não tinha nada&#8230;&#8221;.<br />
Bem colegas, basicamente é isso. Agora, vamos colocar a mão na massa, ou no teclado ou caneta!</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/oshumanos.wordpress.com/113/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/oshumanos.wordpress.com/113/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/oshumanos.wordpress.com/113/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/oshumanos.wordpress.com/113/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/oshumanos.wordpress.com/113/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/oshumanos.wordpress.com/113/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/oshumanos.wordpress.com/113/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/oshumanos.wordpress.com/113/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/oshumanos.wordpress.com/113/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/oshumanos.wordpress.com/113/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/oshumanos.wordpress.com/113/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/oshumanos.wordpress.com/113/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/oshumanos.wordpress.com/113/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/oshumanos.wordpress.com/113/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=oshumanos.wordpress.com&amp;blog=7843744&amp;post=113&amp;subd=oshumanos&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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			<media:title type="html">letras bronze</media:title>
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		<item>
		<title>ELEIÇÕES 2010</title>
		<link>http://oshumanos.wordpress.com/2010/10/31/eleicoes-2010/</link>
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		<pubDate>Sun, 31 Oct 2010 02:20:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Yamashita Ricardo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>
		<category><![CDATA[política. eleições. sociedade.]]></category>

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		<description><![CDATA[Olá, colegas. Hoje a temática de nossa conversa estará focada nas eleições de logo mais, dia 31 de outubro. Esse blog não tem a pretensão de levantar bandeira para este ou aquele partido, mas, outrossim, mostrar a opinião deste humilde escritor que vos fala. É claro que temos aí um cenário bem distinto de política [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=oshumanos.wordpress.com&amp;blog=7843744&amp;post=108&amp;subd=oshumanos&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://oshumanos.files.wordpress.com/2010/09/imagescak2605u.jpg"><img src="http://oshumanos.files.wordpress.com/2010/09/imagescak2605u.jpg?w=497" alt="" title="imagesCAK2605U"   class="alignleft size-full wp-image-111" /></a></p>
<p> Olá, colegas.</p>
<p>Hoje a temática de nossa conversa estará focada nas eleições de logo mais, dia 31 de outubro. Esse blog não tem a pretensão de levantar bandeira para este ou aquele partido, mas, outrossim, mostrar a opinião deste humilde escritor que vos fala. </p>
<p>É claro que temos aí um cenário bem distinto de política apresentado por um e por outro partido. De um lado, temos a defesa da política de manutenção do sistema enquanto pirâmide social. A defesa de que somente os mais fortes sobrevivem, de acordo com uma &#8220;seleção natural&#8221;, bem darwiniana mesmo nesse sentido. De outro lado, uma política que privilegia, prioritariamente, aqueles que mais precisam, aqueles que se encontram na base &#8211; suportadora de todo o peso &#8211; da pirâmide social, ou seja, a população em massa.</p>
<p>A política dos mantenedores do sistema tem o aval de grandes empresas e meios de comunicação por um motivo simples: os &#8220;senhores de engenho&#8221; se beneficiam da política dos mais fortes sobrevivem, visto ser eles os mais fortes. É aquele negócio, como alguém que passa dias sem comer pode competir de igual para igual com alguém bem alimentado, que toma banho três vezes ao dia? Pois é, o olhar do outro partido é prioritariamente dado a essa população, dispensável dizer porquê, mais sofrida.</p>
<p>O partido mantenedor do sistema quer privatizar o país em busca de capital estrangeiro. Eles acham que vendendo nossas empresas, sim, aquelas que movimentam a economia do nosso país,faremos entrar capital estrangeiro. Com isso, todos aqueles serviços públicos que tem a função de atender a população será gerido por &#8220;gringos&#8221;, nessa política. Empregos que poderiam ser gerados através de concursos públicos &#8211; convenhamos, nunca tivemos tantos em nosso país! &#8211; serão, destarte, decididos por &#8220;gringos&#8221;. Ou seja, eles fazem como bem entendem e, assim, ficaríamos dependendo totalmente deles.<br />
O partido da massa busca atender os mais necessitados criando o maior programa da história mundial no combate a fome. Acho que ninguém sabe exatamente o que é passar fome. Pergunte para alguém que recebe o Bolsa Família que ele te responderá.</p>
<p>Além disso, o partido da massa focou a educação, pois, o primeiro passo para um país se desenvolver deve ser, inexoravelmente, o processo de ensino/aprendizagem de nossa sociedade. Foram ampliadas as redes de Institutos Técnicos, bem como a eficiência do ensino superior, com o REUNI &#8211; ver página do MEC. O ensino superior teve programas de inclusão, como o PROUNI. Além disso, o ENEM privilegia o ingresso em instituições superiores para os mais necessitados, que estudaram em escolas públicas, via vestibular ENEM. Pergunte a algum aluno que entrou na universidade via ENEM o que ele acha desse projeto do atual governo? Pergunte também a ele se ele acha que teria chance de ingressar em uma universidade pública no modelo anterior? Acho que a &#8220;seleção natural&#8221; de Darwin não resolve muita coisa em nosso modelo social&#8230;</p>
<p>Além disso, pagamos nossas dívidas com aqueles que mais sugavam nosso país &#8211; dívida externa, e hoje somos credores do FMI &#8211; sim, aquela entidade que vivia ditando as regras para nosso país. Hoje, temos selo de qualidade internacional &#8211; todos os países querem investir no nosso, trazer seus dólares não para comprar empresas privatizadas, mas para investir em nós, em nossos títulos &#8211; que diferença, não? Antes, investiam em serviços básicos para levar o lucro para fora, agora, investem em nossas ações para que nossas empresas tragam mais riqueza para nosso país!</p>
<p>Acho que nem preciso dizer mais coisas para justificar uma posição e dizer que estou do lado do progresso. Mas do progresso que caminha com a pátria. Como serei alguém de bem sabendo que meus iguais estão sofrendo? Portanto, se você pertence a alta casta social, não se intimide em votar no lado conservador, que quer manter o sistema, afinal, meu umbigo primeiro. E segundo. E terceiro.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/oshumanos.wordpress.com/108/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/oshumanos.wordpress.com/108/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/oshumanos.wordpress.com/108/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/oshumanos.wordpress.com/108/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/oshumanos.wordpress.com/108/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/oshumanos.wordpress.com/108/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/oshumanos.wordpress.com/108/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/oshumanos.wordpress.com/108/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/oshumanos.wordpress.com/108/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/oshumanos.wordpress.com/108/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/oshumanos.wordpress.com/108/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/oshumanos.wordpress.com/108/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/oshumanos.wordpress.com/108/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/oshumanos.wordpress.com/108/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=oshumanos.wordpress.com&amp;blog=7843744&amp;post=108&amp;subd=oshumanos&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Metáfora é figura de linguagem ou construtora do mundo? Segunda parte do vídeo</title>
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		<pubDate>Tue, 28 Sep 2010 03:27:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Yamashita Ricardo</dc:creator>
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		<title>Metáfora é figura de linguagem ou construtora do mundo?</title>
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		<pubDate>Sat, 25 Sep 2010 00:16:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Yamashita Ricardo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>
		<category><![CDATA[metáfora figura de linguagem cognição linguistica cognitiva experiencialismo realismo objetivismo]]></category>

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		<description><![CDATA[Olá, colegas. O vídeo que segue abaixo é uma tentativa de iniciarmos um debate acerca do que é, de fato, a metáfora: figura de linguagem ou construtora do mundo. O vídeo é dividido em duas partes, mas hoje postaremos a primeira. Caso alguém deseje assistir a segunda parte, já está disponível no youtube. Comentem, colegas!<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=oshumanos.wordpress.com&amp;blog=7843744&amp;post=102&amp;subd=oshumanos&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Olá, colegas. O vídeo que segue abaixo é uma tentativa de iniciarmos um debate acerca do que é, de fato, a metáfora: figura de linguagem ou construtora do mundo. O vídeo é dividido em duas partes, mas hoje postaremos a primeira. Caso alguém deseje assistir a segunda parte, já está disponível no youtube. Comentem, colegas!</p>
<span style="text-align:center; display: block;"><a href="http://oshumanos.wordpress.com/2010/09/25/metafora-e-figura-de-linguagem-ou-construtora-do-mundo/"><img src="http://img.youtube.com/vi/7kKWLwkM4c8/2.jpg" alt="" /></a></span>
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		<title>português para concursos e sua importância</title>
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		<pubDate>Sun, 10 Jan 2010 18:27:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Yamashita Ricardo</dc:creator>
				<category><![CDATA[educação]]></category>
		<category><![CDATA[linguística]]></category>
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		<category><![CDATA[variação]]></category>

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		<description><![CDATA[Muito se tem visto de cursinhos preparatórios para o &#8220;português&#8221; específico, exigido em concursos. É, deveras, necessário aprendermos esse português, para, obviamente, passarmos nos concursos, mas não devemos abrir mão de um entedimento mais amplo da matéria em si. O português, como qualquer outra língua, possui uma normatização chamada de padrão, seria aquela que rege [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=oshumanos.wordpress.com&amp;blog=7843744&amp;post=76&amp;subd=oshumanos&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://oshumanos.files.wordpress.com/2010/01/simulado-de-portugues-para-concursos.jpg"><img src="http://oshumanos.files.wordpress.com/2010/01/simulado-de-portugues-para-concursos.jpg?w=497" alt="" title="simulado-de-portugues-para-concursos"   class="alignleft size-full wp-image-79" /></a><br />
Muito se tem visto de cursinhos preparatórios para o &#8220;português&#8221; específico, exigido em concursos. É, deveras, necessário aprendermos esse português, para, obviamente, passarmos nos concursos, mas não devemos abrir mão de um entedimento mais amplo da matéria em si.</p>
<p>O português, como qualquer outra língua, possui uma normatização chamada de padrão, seria aquela que rege as estruturas e formas de escrita, bem como do uso correto de uma sintaxe. Tal norma padrão é oriunda de uma convenção, já trazida há muito tempo atrás, provavelmente nem sonhávamos em ser poeira cósmica! </p>
<p>Traduzindo em miúdos, o que nós estudamos para os concursos são estruturas de uma das inúmeras variantes de nossa língua! É, exatamente! Em 1970, mais ou menos, William Labov juntamente com outros linguistas trouxeram a lume a necessidade de observarmos a língua em seus mais variados contextos de uso: no fórum da justiça, na palestra de um professor, na conversa do bar, na padaria do Joaquim etc. Perecebeu-se que a língua, não somente aquela vista na gramática ou estudada nos concursos, possui diversas formas de serem pronunciadas, trazendo, por vezes, o mesmo sentido dito por palavras extremamente diferentes, ou ainda, trazendo sentidos diferentes com as mesmas palavras! Sem falar nas diversas formas de dizer uma mesma palavra: abóbora, jerimum; mandioca, macaxeira etc.<br />
São as variantes linguisticas em ação. Obviamente esse estudo quebrou com questões de suma importância, como as trazidas através do preconceito linguístico. </p>
<p>Não se trata de dizer &#8220;nós&#8221; é certo e &#8220;a gente&#8221; é errado &#8211; alguns, sem conhecimento maior da ortografia, escrevem &#8216;agente&#8217; junto -, mas entendermos que existem estratégias de uso que se adequam melhor em cada situação, ou vamos dizer agora que sempre dizemos &#8220;nós&#8221; e nunca falamos algo como &#8220;a gente vai&#8221;?</p>
<p>Na verdade, escrevi esse post apenas para atentarmos ao estudo do português para concurso. Não vamos pensar que o português é aquilo, claro que é TAMBÉM aquilo, mas a nossa língua é muito mais rica que tal padrão. Devemos atentar para o uso cotidiano de nossa língua, as formas que vão surgindo a cada dia, em cada contexto de uso diferente: internet, adolescentes, idosos, amigos&#8230;</p>
<p>A língua é regra sim, mas é também espontaneidade! Vale lembrar que as regras gramaticais são nomenclaturas criadas convencionalmente, devemos tomar cuidado ao acharmos que pensamos somente através de regras para falarmos, por exemplo! A língua é um conjunto todo: estrutura, sentido e uso! Essa conjunção forma a língua, tendo no uso uma variedade imensa que varia de pessoa, idade, lugar, dentre outros.<br />
Feliz 2010 para todos nós e obrigado a todos que acompanham nosso site!</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/oshumanos.wordpress.com/76/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/oshumanos.wordpress.com/76/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/oshumanos.wordpress.com/76/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/oshumanos.wordpress.com/76/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/oshumanos.wordpress.com/76/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/oshumanos.wordpress.com/76/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/oshumanos.wordpress.com/76/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/oshumanos.wordpress.com/76/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/oshumanos.wordpress.com/76/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/oshumanos.wordpress.com/76/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/oshumanos.wordpress.com/76/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/oshumanos.wordpress.com/76/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/oshumanos.wordpress.com/76/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/oshumanos.wordpress.com/76/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=oshumanos.wordpress.com&amp;blog=7843744&amp;post=76&amp;subd=oshumanos&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>CORPO E MENTE: UMA LINGUAGEM UNIFICADA</title>
		<link>http://oshumanos.wordpress.com/2009/11/19/corpo-e-mente-uma-linguagem-unificada-2/</link>
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		<pubDate>Thu, 19 Nov 2009 03:37:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Yamashita Ricardo</dc:creator>
				<category><![CDATA[ciências exatas]]></category>
		<category><![CDATA[filosofia]]></category>
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		<description><![CDATA[Olá, colegas. Estou disponibilizando o artigo na íntegra cujo título e introdução já foram publicados aqui no blog: Corpo e mente: uma linguagem unificada. Com isso, pretendo expôr a teoria da metáfora conceptual e a abordagem interacionista da cognição. Espero que gostem. PREFÁCIO Este trabalho, baseado nos pressupostos teóricos da Lingüística Sociocognitiva, tem como objetivo [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=oshumanos.wordpress.com&amp;blog=7843744&amp;post=75&amp;subd=oshumanos&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://oshumanos.files.wordpress.com/2009/11/as-dificuldades-teoricas-presentes-na-dualidade-entre-corpo-e-mente1.jpg"><img src="http://oshumanos.files.wordpress.com/2009/11/as-dificuldades-teoricas-presentes-na-dualidade-entre-corpo-e-mente1.jpg?w=300&#038;h=280" alt="" title="AS-DIFICULDADES-TEORICAS-PRESENTES-NA-DUALIDADE-ENTRE-CORPO-E-MENTE[1]" width="300" height="280" class="alignleft size-medium wp-image-74" /></a></p>
<p>Olá, colegas.<br />
Estou disponibilizando o artigo na íntegra cujo título e introdução já foram publicados aqui no blog: Corpo e mente: uma linguagem unificada. Com isso, pretendo expôr a teoria da metáfora conceptual e a abordagem interacionista da cognição. Espero que gostem.</p>
<p>PREFÁCIO</p>
<p>Este trabalho, baseado nos pressupostos teóricos da Lingüística Sociocognitiva, tem como objetivo explicitar as relações entre corpo e mente que dizem respeito à linguagem do ser humano. Através da leitura de renomados autores que trabalham com essa abordagem teórica, procuro considerar alguns aspectos que possibilitam a comunicação verbal do ser humano, demonstrando o quanto fatores corporais e cognitivos estão relacionados com a produção e a compreensão da linguagem. A mente, por muito tempo, foi vista como algo desemparelhado do corpo. Seguindo essa visão, alguns modelos teóricos no interior da Lingüística defendem que a mente tem uma estrutura especifica, e inata, a partir da qual a linguagem seria desenvolvida. A gramática gerativa proposta por Chomsky talvez seja o modelo mais conhecido que segue esse pressuposto. Essa e muitas outras teorias, que abrangem campos como psicolingüística, neurolingüística, objetivismo, behaviorismo, etc., vão tratar de maneira bem própria a relação corpo e mente. </p>
<p>O objetivo principal aqui não é desmerecer as demais teorias existentes e já consagradas no campo da Lingüística, mas sim procurar explanar uma abordagem que vem ganhando espaço, desde meados da segunda metade do século XX, e se consolidando no interior dos estudos da linguagem: a Lingüística Sociocognitiva. O enfoque proposto por essa abordagem articula fatores cognitivos, culturais, sociais, contextuais, dentre outros, no estudo da linguagem. Meu intuito, obviamente, não é abordar o vasto campo da ciência cognitiva, mas de forma bem específica considerar o quanto a linguagem pode ser compreendida a partir desse enfoque. </p>
<p>Existe, e vale salientar, uma diferença marcante entre a perspectiva cognitivista clássica e a perspectiva sociocognitivista aqui considerada. A abordagem clássica vai desconsiderar os aspectos sociais da linguagem, por compreender que esses aspectos, embora relacionados à linguagem, não interferem na teoria de uma forma geral, como veremos a seguir.</p>
<p>Em suma, este trabalho tem como base conceitos e pressupostos que dialogam com diferentes áreas do conhecimento, procurando expor as preocupações da teoria sociocognitiva, que, certamente, consolida-se cada vez mais como um dos marcos paradigmático no interior dos estudos lingüísticos. </p>
<p>1.	INTRODUÇÃO </p>
<p>Conforme visto anteriormente, a abordagem cognitivista se encontra em ampla expansão dentro do campo da Lingüística e seus fundamentos são extremamente vastos, visto que a cognição é um estudo que acabou por incorporar autores das mais variadas origens teóricas e campos de atuação. Certamente, ainda há um leque de possibilidades dentro dessa área, que pode tomar rumos ainda inimagináveis. Entretanto, existem alguns fundamentos já consolidados pela abordagem e que consistem de grande relevância para a análise dos fenômenos lingüísticos.</p>
<p>A abordagem cognitiva partiu da investigação de pesquisadores que, procurando estudar o raciocínio lógico, mostraram ser possível cientificamente o estudo dos processos inteligentes. Desde os antigos filósofos, a lógica e o modo racional de se pensar foram temas freqüentes de estudos, fazendo parte da doutrina de inúmeras pesquisas. A partir do início do século XX, os cognitivistas passam a oferecer um embasamento científico para tais estudos. Com o advento desse campo científico, algumas perguntas se fizeram presentes e até hoje motivam debates e controvérsias: como a mente funciona? Existem módulos mentais para determinadas funções, ou a mente trabalha em bloco, como uma unidade? Temos conceitos inatos de linguagem? Aprendemos com a experiência? Essas e outras questões giram em torno do tema aqui proposto.</p>
<p>Tradicionalmente, e de forma bastante objetiva, é possível se dizer que existem dois caminhos distintos para abordar a linguagem: um que prioriza o contexto extralingüístico (sociedade, cultura, história, ideologia, etc.), e outro que prioriza aspectos internos relativos aos processos mentais. O grande desafio dos cognitivistas atuais é exatamente mostrar que a mente e o contexto, interpretado também através do corpo, trazem o conceito de linguagem de uma forma unívoca.</p>
<p>Para que possamos melhor compreender essas duas perspectivas, será descrita, primeiramente, uma visão da abordagem clássica do cognitivismo. Em seguida, alguns conceitos que permitem compreender a articulação entre mente e corpo na construção da linguagem.</p>
<p>2.	A COGNIÇÃO CLÁSSICA</p>
<p>A teoria cognitiva clássica se alicerça na compreensão de que a mente humana está organizada de maneira modular, separando, de um lado, os processos individuais, mentais, e, de outro, os processos sociais, os fenômenos relacionados às experiências externas, que ocorrem em nossa volta. Essa compreensão encontra respaldo nas idéias defendidas pelo filósofo RENÉ DESCARTES, no século XVII, e é criticada atualmente por alguns autores, principalmente por sustentar que a mente, embora ligada ao corpo, não tem relação perceptiva nenhuma com ele; as percepções do corpo seriam “desconsideráveis” pela mente.</p>
<p>Inicialmente, os estudos cognitivos tiveram como alvo o estudo das formas inteligentes de pensar e de agir, advindo, daí, a busca pela criação de uma inteligência artificial. Pode-se associar, ainda, a criação do computador com os estudos cognitivos datados de 1940, que, naquela época, receberam a denominação de “estudos cibernéticos”. Foram criadas diversas máquinas que tinham por objetivo traduzir da forma mais fiel possível a mente humana. Esses estudos foram levados em conta por diversas áreas, e na lingüística não foi diferente. Conforme MUSSALIN E BENTES (2003), a idéia de estudar os processos mentais sem levar em conta aspectos da exterioridade social foi, e ainda é, fator determinante nesse viés da Lingüística Cognitiva.  </p>
<p>Através da reprodução da inteligência artificial, os pesquisadores buscavam a compreensão de como isso acontece no ser humano. Mas foi justamente aí que o projeto fracassou, pois a reprodução de comportamentos inteligentes não traduzia o modo como isso acontece no ser humano. Tomando o exemplo do enxadrista russo Kasparov; sabemos que ele jogou xadrez contra um computador capaz de calcular um sem número de jogadas para poder vencer seu adversário. Ou seja, o raciocínio do computador se dá através de cálculos matemáticos e decisivos, que se baseiam numa pré-absorção do compreendimento de símbolos. Não existe aí nenhum raciocínio parecido com o do humano, pelo contrário, o que existe é uma leitura matemática das possibilidades de se jogar da melhor forma possível. E não parece ser assim que funciona a mente humana. A mente humana, diante da necessidade de tomadas de decisão, não está a todo o momento pensando em termos de representações da realidade organizadas por uma ordem lógica, matemática.<br />
Os cognitivistas clássicos afirmam ainda que a mente está dividida por módulos, e que cada módulo é responsável por uma determinada função. </p>
<p>Ao que parece, o tratamento que a abordagem clássica dá à cognição humana, separando, de um lado, os processos tidos como exclusivamente mentais, e, de outro, questões consideradas puramente “externas” (tais como corpo, contexto, sociedade, etc.), acaba suscitando mais problemas que soluções para as questões relacionadas ao processamento e a compreensão de linguagem. A abordagem sociocognitiva procura romper com essa forma estanque de se trabalhar com o tema.</p>
<p>3.	O SOCIOCOGNITIVISMO</p>
<p>Diferente da abordagem cognitiva clássica, que busca compreender os processos da mente de forma separada do que acontece fora dela, o sociocognitivismo afirma que, para que se possam entender os processos a partir dos quais a mente se torna participativa na produção e na compreensão dos fenômenos de linguagem, faz-se necessário analisar o ambiente em que se vive e toda base cultural resultante das experiências vivenciadas no decorrer da vida dos indivíduos.  </p>
<p>Segundo CLARK (1992), os conhecimentos adquiridos por cada indivíduo partem de três fontes: (i) da comunidade da qual as pessoas fazem parte, (ii) de “versão pública do mundo”, também relacionada à determinada comunidade, (iii) da cultura e da experiência compartilhada pelos membros da referida comunidade. Para o mesmo CLARK (1996), a língua é um tipo de “ação conjunta” de onde pode se depreender todos os aspectos contextuais, sócio-culturais, etc. Para exemplificar esse trabalho conjunto, o autor cita a tarefa de dois pianistas executando um dueto. As ações são realizadas de acordo com os conhecimentos prévios de ambos, o que resulta em uma unidade no som. O mesmo ocorre quando existe uma partida de futebol, por exemplo. Neste jogo, existe uma ação conjunta que busca uma finalidade em comum, no caso, a vitória. Em alguns casos, essa finalidade pode não se apresentar de uma forma muito clara, como em um bate-papo entre dois amigos, por exemplo. Mas mesmo nesses casos também existe uma intenção que é detectada conjuntamente, como, por exemplo, a de se divertir, de se jogar conversa “para o ar”, etc.</p>
<p>As ações conjuntas acima citadas são o resultado de diversas ações conjuntas mais simples, que resultam na ação principal. Sendo assim, pode-se concluir que tais atividades intersubjetivas, por levarem em conta aspectos relativos à exterioridade cultural, tornam-se também ação social. Conseqüentemente, podemos compreender o fato de que existe, em uma ação conjunta no interior da cultura onde se vive, uma forte interação entre mente e corpo. As “interpretações do mundo” vêm até o cérebro através de nossas experiências e, sobretudo, a parir das experiências detectadas pelo corpo. Portanto, as interações com o meio são limitadas fisicamente. Retomando o conceito de Clark de que a língua é um tipo de ação conjunta, chega-se também à conclusão de que, para essa ação ser conjunta, é necessário que exista um objetivo específico.  Jamais se chega à realização de uma partida de futebol, como no exemplo já mencionado, sem a linguagem. O consenso com o horário e com as regras do jogo, por exemplo, resulta de conceitos pré-estabelecidos e consensualizados por determinada comunidade. Por isso, vale salientar novamente a visão de Clark em relação às diferentes concepções que as comunidades constroem a respeito de tal assunto, relacionadas a determinadas culturas.</p>
<p>Outro ponto importante dentro do estudo sociocognitivo é o tratamento que é dado ao discurso e à materialidade textual da linguagem. A construção do sentido do texto traz aspectos cognitivos que mostram o conhecimento de mundo da pessoa que cria esse texto. Embora este trabalho não tenha como prioridade o tratamento de questões relacionadas à produção/compreensão textual, sabe-se que esse é um campo que envolve diversas áreas, tanto da Psicologia Cognitiva como da Lingüística Textual. </p>
<p>Concluindo, a sociocognição visa mostrar um modelo cognitivo que se baseia no conceito de que a compreensão se deve através da interação homem-sociedade, levando-se em conta, dentre outros, aspectos individuais, cognitivos e socioculturais.</p>
<p>4.	A LINGUAGEM E A METÁFORA</p>
<p>Diferentemente do que é proposto por inúmeros autores e lingüistas, LAKOFF e JOHNSON (1979) apresentam uma visão muito particular acerca das construções metafóricas, gerando polêmicas inclusive no interior dos estudos cognitivos. A metáfora vem sendo costumeiramente traduzida em nossas conversas como “algo” que representa &#8220;outro algo&#8221; de uma forma figurada, como no exemplo &#8220;estou cheio&#8221;. Essa metáfora, que se acredita seja compreendida por todos, tem a intenção de traduzir o fato de que a pessoa que disse essa frase esteja “bem alimentada”, “cansada” e, dependendo do contexto, até mesmo muito &#8220;atarefada&#8221;. O fato de fazermos essa leitura da metáfora mostra exatamente que ela ultrapassa o campo da estrutura, ou seja, ela não está ali somente para caracterizar um sentido &#8220;figurado&#8221; da frase, mas também para explicitar que a mente associa o mundo que vivemos com a forma de demonstrarmos isso, tanto no pensamento como na fala. E é exatamente partindo desse pressuposto que Lakoff e Johnson alicerçam sua obra. Os conceitos que temos armazenados na mente não se baseiam somente na questão cognitivo-mental, mas mostram clara associação com as questões já apresentadas neste trabalho: o meio em que vivemos, a cultura adquirida, a forma subjetiva e individual de cada ser humano, etc.  </p>
<p>Esses conceitos mostram que a linguagem humana traduz as experiências que vivenciamos no decorrer de nossas vidas. Pensando dessa forma, torna-se improdutivo trabalhar com a dicotomia proposta por SAUSSURE (1916), a fala é individual e subjetiva e a língua seria um instrumento social uniforme. Porém, esse mesmo ser que profere a fala individual profere a língua também, não se tratando de dois seres distintos e nem parece ser o caso de atitudes &#8220;cognitivas&#8221; diferenciadas para cada caso. Resumindo, para Lakoff e Johnson, a metáfora seria necessária para a compreensão humana.<br />
_______________________________________________________________________<br />
1. Vale ressaltar que a obra de Saussure se tratou de uma obra póstuma, idealizada por seus alunos, o que vem a mostrar uma visão tomada por &#8220;sua&#8221; na obra.</p>
<p> Lakoff e Johnson falam também sobre o sistema conceptual. Esse sistema seria definitivo para a forma como absorvemos e compreendemos o mundo ao nosso redor. Para os autores, trata-se de um sistema que &#8220;estrutura o que percebemos, a maneira como nos comportamos no mundo e o modo como nos relacionamos com outras pessoas”. De acordo com esse raciocínio, pode-se concluir que a linguagem humana ultrapassa o campo da estrutura e da semântica para ser, também, uma forma de ação. Na frase &#8220;Não consigo ganhar em uma discussão com Paulo.&#8221; O ato (ação) de ganhar vem a traduzir na linguagem que Paulo sempre se sobressai em uma diferenciação de idéias com a referida pessoa. A partir daí, chega-se a um dos pontos defendidos por Lakoff e Johnson de que a metáfora não se baseia em conceitos aleatórios para traduzir linguagem e mundo, mas sim em conceitos cognitivamente organizados. Dessa forma, ficou caracterizado dentro do exemplo dado, o conceito de que DISCUSSÃO É GUERRA. Vejamos outros exemplos: &#8220;Ele derrubou todos meus argumentos&#8221;, &#8220;Não encontrei defesa para sua tese&#8221;, etc. Assim sendo, para Lakoff e Johnson, o sistema conceptual do ser humano elabora conceitos &#8220;abstratos&#8221; a partir de conceitos “concretos”, mais diretamente relacionados à experiência “cotidiana” que vivenciamos.</p>
<p>Outro exemplo que podemos destacar seria no campo sentimental. Na frase &#8220;O amor é uma dor&#8221;, vemos o &#8220;amor&#8221;, sentimento, sendo conceitualizado a partir de uma experiência física, no caso a dor, algo que sentimos fisicamente. Pode-se, então, observar a mente e o corpo agindo juntos para que se consiga extrair o sentido dessa oração. A experienciação corpórea, bem como cultural e social, agem na mente de uma forma que fica perceptível através da linguagem explicitada.</p>
<p>Ainda destacando outros aspectos do estudo, percebemos também que a mente procura associar a linguagem com o mundo através de categorizações. Vejamos o exemplo &#8220;casa&#8221;. Da perspectiva estritamente gramatical, trata-se de um substantivo. Porém, quando considerado a partir dos seus diferentes efeitos de sentido, observamos, por exemplo, que a casa, para um pai de família, pode significar o lar, para um sem-teto que vive em um abrigo, pode significar um lugar onde se vive com outros companheiros financiados pela sociedade, para uma pessoa que vive em uma metrópole, pode significar segurança. Enfim, o que se pretende concluir desse exemplo é o fato de que a mente foi amplamente &#8220;influenciada&#8221; pela exterioridade sócio-histórico-cultural para elaborar uma categorização de determinada coisa, construindo um sentido da mesma. Embora se tratando do mesmo objeto, no caso a casa, as categorizações de cada pessoa para essa mesma referência têm &#8220;protótipos&#8221; diferentes, de acordo com aquilo que essa pessoa vivencia ou vivenciou no mundo. </p>
<p>POSFÁCIO</p>
<p>Os estudos cognitivos apresentados mostram o grande viés que a teoria vem tomando. Embora de uma forma bem resumida, penso ter deixado neste trabalho os principais aspectos de discordância entre a abordagem cognitivista clássica e a perspectiva sociocognitivista, além de reafirmar a idéia de que a mente e o corpo não podem ser vistos como dois pontos dissociados nas atividades de produção e compreensão de linguagem. O corpo vem a ser o nosso elo com o mundo, trazendo-nos até a mente a forma como interpretaremos esse mundo, dentro de nossas próprias limitações (físicas, cognitivas, dentre outras). Acredito que a separação de ambos não trará uma contribuição mais aprofundada no que diz respeito às diversas questões relacionadas à linguagem. Ficam então em aberto as perspectivas e a dimensão que esse estudo irá tomar, cabendo ao próprio homem dar o próximo passo.</p>
<p>Referências Bibliográficas </p>
<p>CLARK, H. Arenas of language use. Chicago: University of Chicago Press, 1992.<br />
_______. Using language. Cambridge: Cambridge University Press, 1996.</p>
<p>LAKOFF, G., JOHSON, MARK. Metáforas da Vida Cotidiana. Tradução de Mara Sophia Zanotto. Campinas: Educ, 2002.</p>
<p>MUSSALIM, F. &amp; BENTES, A. C. (orgs.). Introdução à lingüística 2: domínios e fronteiras.  São Paulo: Cortez, 2003.</p>
<p>SAUSSURE, F. de. Curso de Lingüística geral. 2. ed. Tradução: Antônio Chelini et al. São Paulo: Cultrix, 1970 (Título original, 1916).</p>
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		<title>Reportagem: Eu falo tecnologiquês!</title>
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		<pubDate>Mon, 26 Oct 2009 01:54:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Yamashita Ricardo</dc:creator>
				<category><![CDATA[linguística]]></category>
		<category><![CDATA[informática]]></category>
		<category><![CDATA[mundo virtual]]></category>
		<category><![CDATA[sociolinguistica]]></category>
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		<description><![CDATA[Boa noite, colegas. Esta reportagem foi feita pela nossa querida colaboradora Ísis, ao portal Ig, e fala sobre a nova linguagem que surge nos meios virtuais. Será que essa linguagem se prende somente a tais meios? Vale a pena conferirmos! A linguagem tecnológica está invadindo o dia-a-dia. Veja porque isso ocorre e quais serão as [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=oshumanos.wordpress.com&amp;blog=7843744&amp;post=73&amp;subd=oshumanos&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Boa noite, colegas.</p>
<p>Esta reportagem foi feita pela nossa querida colaboradora Ísis, ao portal Ig, e fala sobre a nova linguagem que surge nos meios virtuais. Será que essa linguagem se prende somente a tais meios? Vale a pena conferirmos!</p>
<p>A linguagem tecnológica está invadindo o dia-a-dia. Veja porque isso ocorre e quais serão as conseqüências para a língua portuguesa</p>
<p>Dar um google, dar um print, deletar, clicar, linkar&#8230; Até o escritor brasileiro Guimarães Rosa, conhecido por inventar, misturar e usar palavras “esquecidas” nas suas obras, ficaria cismado. São inúmeros os novos verbos e as palavras criados naturalmente pelos adeptos da tecnologia. E quem não está acostumado com computadores, mais especificadamente com a internet, não entende o significado deles.</p>
<p>Cerca de 80% da população brasileira, que de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) não têm acesso à internet, não desvendaria os mistérios da frase: “Dei um google, depois printei o resultado”. Em maio, o Parlamento de Portugal aprovou o acordo ortográfico que unifica a forma de escrever o português. As mudanças deverão valer dentro de seis anos. Até lá, se depender dos internautas brasileiros, com certeza os dicionários ganharão novas palavras.</p>
<p>A cada programa, função ou novidade que a tecnologia e a internet disponibilizam mais verbos são incorporados ao vocabulário do cotidiano. Esse fenômeno de transformar substantivos em verbos se chama “verbalização”. Ele ocorre espontaneamente, com a necessidade de ter uma linguagem prática que carregue seu significado. Por exemplo, “googlar”, “dar um google” ou “coloca no google” são palavras ou expressões que no seu conteúdo resumem duas interpretações. A primeira, que será feita uma pesquisa. Segundo, que ela se dará no respectivo site.</p>
<p>Quando criar novas palavras é errado</p>
<p>“Não acredito que seja algo errado”, diz Ricardo Yamashita Santos, pesquisador de lingüística e discente da Universidade Federal do Rio Grande de Norte (UFRN). Para ele, esse caso é diferente de “americanizar” a língua como falar &#8220;hot dog&#8221; no lugar de “cachorro-quente” ou &#8220;self-service&#8221; ao contrário de “comida por quilo”. </p>
<p>A praticidade é o elemento necessário para a criação da linguagem virtual. “É mais complicado imaginar que uma ‘americanização’ visa somente a praticidade e, portanto, não leva em conta aspectos culturais de nosso povo”, afirma. Assim, americanizar e elaborar essa linguagem são coisas diferentes. “Não saberia precisar o quanto a linguagem virtual afeta a língua cotidiana”, diz Santos.</p>
<p>Aliás, há outro detalhe. A língua falada é mais espontânea do que a escrita. “A necessidade fatalmente faz com que tomemos discursos que tenham bases distintas”, afirma o pesquisador. Exceto nas conversar eletrônicas informais com amigos, como em salas de bate-papo ou pelo correio eletrônico – “chat” e “e-mail” é americanizar! -, o discurso escrito obriga normas estruturais e sintáticas do texto.</p>
<p>A evolução do português</p>
<p>A língua não é estática. E nunca foi. O português nasceu do latim e continua se transformando. São inúmeras as mudanças que ocorrem como o clássico exemplo da palavra “farmácia” que antes era grafada como “pharmacia”. Existem aquelas palavras que são “abrasileiradas” como, por exemplo, o verbo “deletar” que já está no dicionário de português. E outras são incorporadas do jeito que se escreve na língua estrangeira como o “off”, do inglês. “Isso sempre vai acontecer. Principalmente, em um País que dialoga facilmente com qualquer outro do mundo”, acredita o pesquisador. </p>
<p>Será que isso acontece por faltar palavras em português? “Muito pelo contrário”, diz o pesquisador. “No caso da tecnologia, especificamente, estamos entrando em um novo universo. Onde a simplificação é primordial para uma comunicação mais rápida”, explica. Trata-se de elaborar uma maneira simples, rápida e prática de representar o “mundo virtual”.</p>
<p>Como elas estarão no dicionário</p>
<p>De acordo com Ricardo Yamashita Santos, para uma palavra nova constar no dicionário da língua portuguesa deve ocorrer um fenômeno chamado “variação lingüística”. Quando a palavra se torna mais usada do que um termo que já existia com o mesmo sentido. Caso da palavra “download” que superou o uso do verbete “baixar”. “Isso ocorre tendo um embasamento de pesquisa sociolingüística, que considera essas variantes por meio de estatísticas”, diz.</p>
<p>Santos afirma que uma variação lingüística é analisada enquanto ela ocorre e entre 12 ou 50 anos depois, para conferir se a mudança é realmente efetiva ou se foi temporária. As palavras que entram rapidamente ao dicionário possuem formação inicial pesquisada a mais tempo ou o radical – base da palavra – antigo. Como quando uma palavra é derivada de outra. Exemplo, “jogada” é proveniente de “jogo”. “Essas criações lexicais, sufixais e prefixais vão acontecer com grande constância de acordo com a necessidade de comunicação”, afirma Santos.</p>
<p>Em princípio, a linguagem virtual nasceu para ficar. Mas não precisam se preocupar os caretas. A importância de praticidade na informação virtual fará com que ela seja uma linguagem própria de um universo restrito. “Obviamente, elementos metafóricos irão surgir e serão agregados em nossa linguagem cotidiana, como por exemplo ‘vou te deletar de minha vida’ ou ‘eu add aquele rapaz como meu amigo de verdade’”, completa. Será assim, desse modo, que o download do assunto não será mais lento para ninguém.</p>
<p>Dica: A Academia Brasileira de Letras possui no site um canal onde responde dúvidas sobre a língua portuguesa.</p>
<p>Glossário<br />
Abaixo, veja uma lista de palavras que já constam em alguns dicionários da língua portuguesa e outras que podem fazer parte.</p>
<p>Encontradas no dicionário:<br />
Adir: Acrescentar, juntar, somar, unir.<br />
Clicar: No sentido de fotografar.<br />
Compact disc: Disco a laser, disco compacto<br />
Conectar: Ligar.<br />
Deletar: Apagar, remover, cancelar, destruir.<br />
Download: baixar algo da internet.<br />
e-mail: Correio eletrônico<br />
Emulador: Dispositivo ou programa que imita um sistema.<br />
Hardware: Componentes do computador.<br />
Off-line: Fora de linha.<br />
On-line: Conectado.<br />
Plugar: Ligar a uma tomada; ligar um aparelho na tomada.<br />
Postar: Colocar (alguém) em um lugar ou posto ou colocar no correio.<br />
Remover: Mudar ou passar de um lugar para outro.<br />
Ripar: No sentido de fechar com ripas.<br />
Software: Programa ou grupo de programas.<br />
Teclar: Bater em teclas.<br />
Upgrade: Atualização de um computador</p>
<p>Candidatas a verbetes:<br />
Blogar: Manter um blog.<br />
Chat: Conversa.<br />
Discador: Software que conecta à internet.<br />
eBook: Livro disponível on-line.<br />
Encriptar: Colocar dados em código secreto.<br />
Geek: Quem gosta de tecnologia.<br />
Googlar ou “dar um google”: Pesquisar no Google.<br />
Hackear: Invadir um sistema.<br />
iPod:  Qualquer tocador de MP3.<br />
Linkar: Ligar a outra página de internet.<br />
Palm: Qualquer computador de mão.<br />
Pendrive: Guardador de informação.<br />
Photoshopar: Usar o programa Photoshop.<br />
Plug-in: Programa auxiliar opcional, usado para melhor alguns softwares.<br />
Post: Mensagem.<br />
Dar um print: Copiar exatamente o que estiver aparecendo na tela do computador, com o uso da tecla &#8220;Print screen&#8221;.<br />
Queimar (um CD): Finalizar a gravação de um CD, sem que mais nenhum arquivo possa ser inserido depois; gastar um CD sem necessidade; gravar um CD.<br />
Scrap: Recado.<br />
Wi-fi: Ligação sem fio.</p>
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