Amanda e a educação: a hora é agora!
Olá, colegas. Gostaria muito de utilizar este meio de comunicação para me pronunciar a respeito do que vem sendo tratado, com extrema coerência e seriedade, pela nossa colega Amanda Gurgel, assim como eu, licenciada em Português, pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte, e colega de profissão.
É impressionante, e acho que isso é o que mais deve ter impressionado a Amanda, como um discurso de senso comum, pelo menos, aos que vivem no seio da Educação do Brasil, choca a nação. Parece brincadeira, mas a realidade do ensino é falha, desde as primeiras naus que “encalharam” em nossa costa há mais de 500 anos!
As palavras de muita coragem de Amanda foram um soco no estômago daqueles políticos que teimavam em fazer vista grossa para o caos do ensino básico – não digo só o público, visto que o privado está na mesma situação ou pior.
A inadequação com que as escolas “tocam” a rotina de ensino é algo absurdo. Vale salientar a falta de condições básicas de sala de aula, como bem lembrou Amanda, e a falta de condições extra sala também. Em sala, não se tem carteiras para os alunos, não se tem uma ventilação adequada, na maioria dos colégios, e fora dela, a situação é calamitosa: vale lembrar minimamente o caso de Realengo, sem falar de vários tantos de violência e tráfico de drogas nas portas das escolas. A questão é: a sociedade não sabia de nada disso? A polícia nunca ouviu falar de nada disso? Os governantes não sabem do que estou falando? Ora, isso é senso comum. É inadmissível querer colocar a culpa em uma categoria que luta ao máximo para poder “salvar” os nossos meninos, futuro do Brasil, contra uma máquina travada e sem perspectiva de mudança.
A falta de incentivo começa nos três números apresentados pela Amanda, como sendo o valor de seu contra-cheque. E mais: como alguém com ensino superior e especialização ganha menos que um office boy? Não desmerecendo ninguém, mas, onde fica a tal da qualificação de mão-de-obra?
Quando pensamos em ser educadores, não o fazemos visando o financeiro, isso, nem é preciso eu tentar justificar, né? Fazemos, sim, pensando em um país livre, que torça por todos, que espere um futuro melhor para a nação como um todo!
Não podemos mais ficar aqui, de braços cruzados achando que o ensino por si só vai mudar. É necessário seguirmos os primeiros passos dados pela Amanda. É necessário não só a classe docente se posicionar, mas toda a sociedade. Pais, empresários, políticos, todos, pois todo mundo tem filho nas escolas e todos nós sonhamos com um futuro melhor a eles. Por que não, então, pensarmos em um país mais justo, igualitário e que abrace os seus filhos por igual? Sigamos Amanda. Parabéns, mais uma vez!
